A perseverança na assistência à saúde

Por: Ivan Rodrigues

caringh and sunitedEmbora muitas vezes escreva artigos e comentários que envolvam a classe médica, deixo claro que não existe intolerância explícita ou velada à categoria. As críticas feitas valem para o profissional, que pode ser médico ou não, que naquele momento ocupa determinado cargo ou função.

O problema é que geralmente quando algo está em desacordo relacionado à gestão na Saúde, comumente são médicos atuando e eles aparecem nos comentários mais que outros profissionais simplesmente por deterem os mais importantes cargos na Saúde.

Também penso ser inconcebível um médico não cumprir o seu plantão faltando ou ficando no repouso, ou até mesmo dentro do consultório no pronto – socorro sem atender ninguém esperando o tempo passar, enquanto lá fora ficam dezenas de pessoas sem previsão de atendimento.

Por outro lado, sei que na assistência, a maioria dos profissionais da área médica, da enfermagem, da fisioterapia, da odontologia, etc, trabalha em condições aquém do necessário para o bom desempenho de sua função e atendimento dos pacientes.

Falta medicamento, falta equipamento que funcione, por não haver contrato de manutenção, as instalações são precárias, falta política de valorização dos profissionais, faltam médicos e são muitos leitos por técnico de enfermagem e poucos enfermeiros responsáveis por tantos técnicos.

Vivemos assim uma saúde com cara de doença. Porém, tantos dissabores não podem afetar nem tirar de nós profissionais da SAÚDE o amor pelas pessoas e o respeito pelo ser humano, que sofre nas filas em esperas intermináveis.

Quero parabenizar os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, enfim, todos que atuam diretamente na assistência e não se deixaram abater nem mudar seus princípios, mesmo com todas as dificuldades impostas a cada plantão.

Não podemos deixar que as dificuldades diárias, produzidas pela má gestão, desconstrua nosso compromisso de lutar pela vida. 

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