A governadora Celina defendeu uma ampliação das políticas de proteção social voltadas às mães atípicas, com foco não apenas no apoio financeiro, mas também na recuperação da autonomia, da renda e das oportunidades profissionais. Segundo ela, a política pública precisa considerar a realidade de mulheres que deixam o mercado de trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados de filhos com deficiência, transtorno do espectro autista ou outras condições que demandam acompanhamento permanente.
“Não queremos apenas amparar a mãe atípica. Queremos devolver a ela tempo, renda, autonomia e possibilidade de trabalhar — quando ela quiser e quando a condição familiar permitir”, afirmou Celina. A proposta parte do entendimento de que o trabalho de cuidado, embora muitas vezes não remunerado, impõe custos econômicos e profissionais às famílias, especialmente às mulheres, que podem interromper carreiras, deixar de contribuir para a Previdência e enfrentar dificuldades para retornar ao mercado de trabalho.
A discussão inclui medidas de apoio às cuidadoras, ampliação dos serviços públicos de atendimento e políticas de inclusão produtiva, além do debate sobre mecanismos de proteção previdenciária para mulheres que precisaram se afastar do emprego formal para cuidar dos filhos. Para Celina, o objetivo é construir uma rede de proteção que permita às mães atípicas escolher entre trabalhar, empreender ou permanecer dedicadas ao cuidado, sem que essa decisão resulte em perda de autonomia e insegurança financeira no futuro.
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