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quinta-feira, janeiro 22, 2026
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Instituto Arvoredo recebe R$ 1 milhão para educação ambiental sobre conservação do Cerrado no DF

A implantação da horta e da agrofloresta no Parque Ecológico do Riacho Fundo é um grande avanço para o compromisso com a sustentabilidade e a segurança alimentar. Plantas alimentícias não convencionais (Pancs). Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) firmou o Termo de Fomento nº 01/2025 com o Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Sustentabilidade Arvoredo, no valor de R$ 999.943,96, para a execução do projeto “Cerrado Vivo – 2ª Etapa”, iniciativa voltada à educação ambiental e à conscientização sobre a preservação do bioma Cerrado em quatro regiões administrativas do DF.

O projeto será desenvolvido nas regiões do Riacho Fundo II, Taguatinga, Guará e Candangolândia, áreas urbanas que convivem diretamente com remanescentes do Cerrado e enfrentam desafios crescentes relacionados à degradação ambiental, ocupação irregular, descarte inadequado de resíduos e perda de biodiversidade.

De acordo com o extrato publicado na Plataforma MROSC, o objetivo central da ação é promover educação ambiental não formal, estimulando a participação comunitária e ampliando o conhecimento da população sobre a importância ecológica, social e econômica do Cerrado — considerado o segundo maior bioma do Brasil e um dos mais ameaçados do país.

A execução do termo terá vigência de 31 de dezembro de 2025 a 31 de março de 2026, com recursos provenientes das dotações orçamentárias vinculadas aos programas de trabalho 18.541.6210.9107.0089 e 18.541.6210.9107.0413, classificados na natureza de despesa 33.50.41, destinada a parcerias com organizações da sociedade civil.

O projeto “Cerrado Vivo – 2ª Etapa” dá continuidade a ações já iniciadas anteriormente, reforçando atividades educativas, oficinas, mobilizações comunitárias e estratégias de sensibilização ambiental voltadas a estudantes, moradores e lideranças locais. A proposta é fortalecer o vínculo entre a população urbana e o bioma Cerrado, frequentemente invisibilizado apesar de sua relevância para a segurança hídrica, o equilíbrio climático e a manutenção da fauna e flora nativas.

A parceria foi assinada em 31 de dezembro de 2025, tendo como signatários o secretário de Estado do Meio Ambiente do DF, Antônio Gutemberg Gomes de Souza, e o presidente do Instituto Arvoredo, Humberto Lúcio da Silva Lima.

Em um contexto de emergência climática e avanço da degradação ambiental, a iniciativa representa um investimento público expressivo na formação de consciência ambiental, apostando na educação como ferramenta estratégica para a proteção do Cerrado e para a construção de uma relação mais sustentável entre sociedade e meio ambiente no Distrito Federal.