O Rio de Janeiro vive dias de praias cheias, temperaturas elevadas e intenso fluxo de turistas às vésperas do fim do ano. No entanto, por trás do cenário de sol e lazer, cresce a preocupação com relatos recorrentes de pessoas que têm dado entrada em unidades de saúde da capital fluminense com sintomas de virose gastrointestinal, como diarreia e vômitos.
Profissionais de saúde e usuários do sistema relatam aumento na procura por atendimento, enquanto não há, até o momento, divulgação oficial ampla por parte do governo local sobre a dimensão do problema. A ausência de informações claras levanta questionamentos e reforça a necessidade de atenção redobrada por parte de moradores e, principalmente, turistas que visitam a cidade.
A situação ocorre em meio a uma forte onda de calor que mantém praias lotadas dia e noite. Muitos banhistas buscam alívio no mar, inclusive durante a madrugada — prática que é desaconselhada pelo Corpo de Bombeiros devido ao risco elevado de afogamentos. A superlotação também dificulta o trabalho da Comlurb, responsável pela limpeza das praias, que depende do período noturno para remover resíduos acumulados ao longo do dia.
Com temperaturas persistentemente altas, provocadas por uma massa de ar quente que impede o avanço de frentes frias no Sudeste, o cenário favorece não apenas a aglomeração, mas também riscos sanitários. A combinação de calor extremo, grande concentração de pessoas, descarte inadequado de lixo e possível contaminação ambiental pode contribuir para a disseminação de viroses, especialmente aquelas transmitidas por água ou alimentos contaminados.
Diante desse contexto, especialistas recomendam cuidados básicos, porém essenciais: evitar consumir alimentos de procedência duvidosa, redobrar a higienização das mãos, beber apenas água potável ou mineral, observar a qualidade dos locais de banho e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas persistentes.
Para quem visita o Rio em busca de lazer e descanso, o alerta é claro: aproveitar a cidade exige também atenção à saúde. Transparência nas informações e prevenção são fundamentais para que o turismo não se transforme em risco invisível em meio ao calor e às praias lotadas.




