O evento organizado pela Secretaria de Cultura contou com 27 bailarinos profissionais, 36 crianças de regiões vulneráveis (como Sol Nascente e Gama) e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
A noite da última quinta-feira (19) ficará marcada na memória do público de dez mil pessoas que lotou o Nilson Nelson para assistir ao clássico O Quebra-Nozes. Antes mesmo do cair das cortinas, um momento extrapolou o espetáculo em cena e ganhou contornos simbólicos: a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi ovacionada de pé ao ser reconhecida como uma das principais responsáveis pela criação e pelo fortalecimento do Corpo de Baile do Distrito Federal.
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O aplauso prolongado não foi protocolar. Veio carregado de emoção e de reconhecimento por uma política cultural que saiu do discurso e ganhou forma concreta. Para bailarinos, coreógrafos e profissionais da dança, a consolidação do Corpo de Baile representa mais do que um avanço institucional: significa valorização profissional, estabilidade, formação continuada e dignidade artística.
Ao longo dos últimos anos, a atuação de Celina Leão na área cultural foi decisiva para transformar uma antiga reivindicação da classe em realidade. A estruturação do Corpo de Baile do DF criou oportunidades reais de trabalho, fortaleceu a cadeia produtiva da dança e reposicionou o Distrito Federal no circuito nacional das grandes produções de balé e dança clássica.
A recepção calorosa do público sintetizou esse sentimento coletivo. Nos aplausos, estavam presentes histórias de resistência, anos de precarização e a esperança renovada de uma geração de artistas que, agora, encontra respaldo institucional para desenvolver seu talento sem precisar deixar Brasília.
Mais do que apoiar um projeto cultural, Celina Leão assumiu o papel de articuladora de políticas públicas para a cultura, compreendendo que investir em arte é investir em identidade, educação e desenvolvimento social. O Corpo de Baile do DF surge, assim, como um legado que ultrapassa governos e gestões, consolidando-se como patrimônio cultural da capital.
Naquela noite, enquanto os bailarinos encantavam o público no palco, a vice-governadora foi reconhecida como parte essencial desse espetáculo maior: o da construção de uma política cultural que respeita, valoriza e projeta os artistas do Distrito Federal. Não por acaso, saiu consagrada — como a bailarina que ajudou a dar ritmo, força e permanência ao Corpo de Baile do DF.




