
Diante de mais um pedido de impeachment protocolado na Câmara Legislativa do Distrito Federal [CLDF], nesta quarta-feira (4/2), o governador Ibaneis Rocha reagiu com serenidade e afirmou não ver qualquer elemento jurídico que sustente a tentativa de afastamento. Para o chefe do Executivo local, trata-se de uma movimentação essencialmente política, típica de ano eleitoral e desprovida de fatos concretos.
“Estou muito tranquilo com a minha consciência. Nenhum dos pedidos apresentados até agora trouxe fundamentos que ultrapassem o campo da disputa política”, afirmou o governador em entrevista ao Correio. Segundo Ibaneis, a sucessão de requerimentos sem provas acaba por esvaziar a gravidade de um instrumento constitucional que deve ser reservado a situações excepcionais, amparadas por fatos e evidências robustas.
Ibaneis classificou as mobilizações como “barulho da oposição” e ressaltou que governar implica enfrentar divergências, mas não pode significar a banalização de mecanismos extremos como o impeachment. “Estamos em ano eleitoral, e isso explica muita coisa”, pontuou.
O pedido mais recente foi assinado por representantes do PT, PV, PCdoB, Rede e PDT e é o terceiro apresentado somente neste ano por partidos de oposição na CLDF. Até o momento, nenhum deles resultou em avanço processual relevante, justamente pela ausência de elementos técnicos ou jurídicos que configurem crime de responsabilidade.
Nos bastidores, aliados do governador avaliam que a repetição de pedidos sem lastro probatório enfraquece o próprio debate democrático e transforma o impeachment em ferramenta de desgaste político, desviando o foco das discussões concretas sobre gestão e políticas públicas no Distrito Federal.




