19.5 C
Brasília
sexta-feira, janeiro 30, 2026
Início Destaques A Sangria Política do caso Master no PT

A Sangria Política do caso Master no PT

Vorcaro, Jaques Wagner, Mantega, Toffoli, Lewandowski...

Nos bastidores do Planalto, o presidente Lula acionou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, como linha de contenção política para impedir que o chamado “caso Master” ultrapasse o sistema financeiro e respingue diretamente no partido — um cenário visto como potencialmente devastador em ano pré-eleitoral. A avaliação interna é de que a associação do escândalo ao PT poderia provocar uma sangria silenciosa, porém contínua, nas urnas.

A estratégia do governo tem sido calculadamente dupla. Em público, Lula endureceu o discurso, passou a enfatizar os valores bilionários envolvidos e chegou a classificar o controlador do banco, Daniel Vorcaro, como “golpista”, tentando enquadrar o episódio como um desvio isolado do mercado financeiro e um problema a ser resolvido pelo Judiciário. Nos bastidores, porém, o esforço é para blindar o núcleo político do governo e manter o PT formalmente distante do caso.

O alerta máximo vem das investigações da Polícia Federal, que estimam a fraude em cerca de R$ 50 bilhões — cifra que, segundo investigadores, “faz a Lava-Jato parecer brincadeira de criança”. A dimensão do escândalo amplia exponencialmente o risco político para Lula, que tenta sustentar um discurso de responsabilidade fiscal ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades crescentes para financiar seus tradicionais programas sociais de apelo eleitoral. A ordem no Planalto é clara: ‘conter a sangria antes que ela se torne uma grande hemorragia no PT’.