Vasconcelos é um pré-candidato a deputado federal pela Segurança Pública em entrevista ao portal S&DS

Por: Ivan Rodrigues

Ele está há 29 na corporação, filho de uma enfermeira, o ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Márcio Cavalcante Vasconcelos, que em 1983 perdeu o pai em um acidente de moto, concedeu uma entrevista ao portal S&DS falando sobre seu sonho de representar a segurança pública ocupando uma das cadeiras na Câmara Federal.

– S&DS: Vasconcelos como era sua família quando você ainda jovem?

– Vasconcelos: Eu não sou hipócrita para dizer que sou de uma família que passou fome, mas com muita garrar, perseverança, dedicação, compromisso e humildade chegamos ao objetivo que todo pai e mãe querem para seus filhos, tornar seu filhos em cidadãos.

– S&DS: Vasconcelos qual foi a importância dos estudos em sua trajetória?

– Vasconcelos: Total. A princípio queria ser médico, fiz vestibular de medicina na UnB, em 1991, após muito bater na trave resolvi que não faria mais. Então fui cursar educação física.

– S&DS: Vasconcelos quando entrou para as fileiras da PMDF?

– Vasconcelos: Em 1992 entrei para a família Polícia Militar do Distrito Federal, em uma turma que ficou conhecida como sindicatão, haviam alunos provenientes do mundo civil e de ex praças. Sindicatão pelo tamanho da turma de 100 alunos, os novinhos aliados a experiência dos mais antigos. De 91 integrantes, apenas dois grandes amigos morreram, hoje somos 89. Os antigos da turma eram o Sargento Silva Machado, José Pereira.

– S&DS: Vasconcelos quando você assumiu como comandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal?

– Vasconcelos: Em 2 abril do ano passado, fui escolhido para o comando da corporação. Fruto de muito união e trabalho, sobre tudo do nossos policiais.

– S&DS: Vasconcelos o que é a PMDF em sua avaliação?

– Vasconcelos: Uma família que a única e verdadeira razão para existir e servir os nossos cidadãos. Mas como qualquer família, a segurança pública precisa ser cuidada também. Não somos a instituição de 30 anos atrás, nos modernizamos e precisamos avançar ainda mais.

– S&DS: o colégio Militar Tiradentes tem servido a seu proposito?

– Vasconcelos: sou morador do Guará, com dois filhos no colégio Militar Tiradentes. O acesso ao colégio é por meritocrática. Precisamos mais que dobra a capacidade para que os filhos de nossos policiais estudem também, isso é justo, e é cuidar da família PM.

– S&DS: como está o efetivo da família PMDF?

– Vasconcelos: Na Copa do Mundo tínhamos mais de 16 mil policiais, hoje temos uma média de 10,6 mil, a pandemia dificultou alguns avanços neste sentido, mas em nossa gestão avançamos para mais 1.500 novos policiais em um anos e meio de gestão.

– S&DS: como estão os serviços de saúde para a PMDF?

– Vasconcelos: antigamente, o policial tinha que se deslocar uma média de 70 km para ir ao único hospital credenciado no DF, o Maria Auxiliadora, no Gama. Em nossa gestão credenciamos quatro hospitais para atendimento em pontos estratégicos de nossos policiais. Avançamos nas obras do Centro odontológico ainda em construção, também no CAPS, antigo CASO.

– S&DS: por que almeja uma cadeira na Câmara dos Deputados?

– Vasconcelos: Se o homem é a mulher policial tiver a tranquilidade para trabalhar a sociedade estará mais segura. Quero falar, debater e propor que segurança pública é prevenção e não apenas correção, está em último lugar. Vamos trabalhar em pautas suprapartidária. Precisamos de mudanças na legislação da coparticipação na saúde, lei de vencimento, de remuneração, pautas específicas para os Bombeiros, para PMDF, Detran, Defesa Civil, os órgãos de segurança.

S&DS: proposta de reestruturação da PMDF?

– Vasconcelos: a reestruturação eu não posso falar que a proposta é minha, se agente pegar hoje, um grupo de policiais militares, de qualquer um posto de graduação e perguntar e fazer esta mesma pergunta para eles todos vão dizer que têm. Só que qualquer proposta de reestruturação, independente de quem apresentar, eu acredito que ela tem que ter duas coisas muito importante. Primeira, a viabilidade de ser executável. Não adianta a gente fazer uma proposta em que na prática ela seja inexequível. Po que? Dependendo do que for mexido, dependendo daquilo que for apresentado, a gente sabe que vai estar jogando para a torcida. A gente em tese, não pode fazer isso. Segundo, que ela tem que ser minimamente um consenso da maioria da corporação. A gente tem que visar uma proposta de restruturação o bem da nossa instituição e de nossos policiais. Como comandante foi construído, ai eu falo o Vasconcelos o comandante geral, foi construído consultando as associações, os policiais militares e seus representantes uma proposta de restruturação que foi encaminhada para o governador para ser encaminhada para o governo federal. Está proposta seguiu em consonância, sobre tudo com o Corpo de Bombeiros e por que? Como eu falei, a nossa legislação que é a 12086, que é a principal legislação que precisa ser alterada numa possível reestruturação, ela é uma legislação federal. Então toda proposição para ser legítima ela não pode partir do comando da corporação. Quem tem força de lei, a competência de propor a alteração é o governador do Distrito Federal. Como possível representante vamos lutar por isso.

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