Enquanto o Estado falha em seu dever, facção PCC assume dar o ‘CACETE’ em motociclistas barulhentos – ‘proibido tirar de giro e chamar no grau’

Por: Redação

Por Kleber Tomaz, g1 SP — São Paulo

Faixa colocada em Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista — Foto: Arquivo pessoal
Vacilão que promoveu barulho na comunidade de Osasco toma um corretivo

“Tô aqui gravando esse vídeo para me retratar referente à situação do vídeo que eu postei no Instagram ‘tirando de giro’ com a moto”, diz ele. “Quero deixar bem claro para vocês que essas faixas aí é para ser, sim, respeitada, entendeu, mano? Quem tá colocando é a comunidade… é o crime em prol à população, procurar melhoria.”

Ao menos 14 cidades de São Paulo têm faixas atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ameaçando dar um “cacete” em motociclistas que façam barulho ou empinam motos em comunidades.

Vídeos e fotos dos cartazes e até de um motociclista apanhando por desrespeitar as regras impostas pela organização criminosa têm circulado nas redes sociais.


“Proibido tirar de giro e chamar no grau. Sujeito a cacete. Não vamos aceitar essas coisas na comunidade!”, informa uma das faixas encontradas no final de 2021 em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

Código de Trânsito do PCC:

  • “Sujeito a cacete” que é uma expressão popular que ameaça agredir alguém;
  • “Tirar de giro” – quando um motociclista aperta a embreagem da moto até ela fazer um barulho alto, que incomoda moradores;
  • “Chamar no grau” empinar a moto, colocando em risco as vidas do piloto, de quem estiver na garupa e também de pedestres.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe quem faz barulho ou empina motos – mas a fiscalização é extremamente falha em todos os sentidos, o que fez a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) assumir dar um “cacete” em motociclistas que façam barulho ou empinem motos em comunidades controladas pelo grupo.

Código de Trânsito Brasileiro:

  • Tanto o barulho alto proposital quanto empinar a moto são práticas proibidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, na Lei 9.503/1997. Ambas as infrações são penalizadas com multas e retenção do veículo.

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