Não generalize, alguns poucos militares e evangélicos não refletem a posição do governo Bolsonaro

Por: Redação

Opinião

O sinônimo da palavra generalizar é ‘burrice’. É o mesmo que dizer que todos os militares são a favor da ditadura e que todos os líderes evangélicos querem apenas o dízimos e ofertas de seus membros.

A CPI da Covid no Senado Federal, que está investigando as irregularidades no Ministério da Saúde, relacionada a tentativa de compra de vacinas com sobrepreço – um grande esquema de corrupção envolvendo alguns poucos militares e um líder evangélico – não pode ser atribuída ao presidente Jair Bolsonaro.

A confiança em alguém é algo sujeito a desconfiança, ainda mais no contexto político do Brasil. Quem nunca teve uma amizade desfeita por quebra de confiança? Até mesmo casamentos são rompidos em razão de traições.

Bolsonaro cometeu e ainda comete o pecado da confiança cega em seus subordinados, principalmente os militares nomeados em seu governo, atores que o levaram para o centro da CPI.

Outra errônea atitude de Bolsonaro é acreditar em seu: “terrivelmente evangélico”, como se os: “terrivelmente católicos”, “terrivelmente espíritas”… não fossem dignos de créditos. O reverendo Amilton Gomes de Paula [“terrivelmente evangélico”] próximo de sua pessoa, foi quem escancarou as portas do Ministério da Saúde para o tal de revendedor de vacinas Luiz Paulo Dominghetti, que falou à CPI da Covid ter recebido cobrança de propina para que a negociata fosse efetivado.

Bolsonaro precisa ter coragem e confessar seus pecados em público, para seu perdão por parte da nação. Não é corrupto, não enriqueceu com dinheiro público, não negociou o país, mas tomou atitudes que estão impactando no controle da pandemia com milhares de mortos no Brasil.

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