Governo quer 50% do dinheiro das emendas para saúde, diz Padilha

Por: Ivan Rodrigues

BLOG EM DEFESA DA SAÚDE
G1
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi pessoalmente à Câmara na noite desta terça-feira (13) a fim de fazer um apelo para que os deputados destinem pelo menos 50% das emendas parlamentares para a área da saúde.
A votação da Proposta de Emenda Constitucional do Orçamento impositivo, que torna obrigatória a liberação do dinheiro de parte das emendas pelo governo, estava prevista para a noite desta terça, mas ainda não tinha se iniciado até a publicação desta reportagem. Por se tratar de PEC, a matéria exige aprovação em dois turnos nos plenários da Câmara e do Senado.
Pela manhã, os líderes da Câmara definiram que 30% das indicações dos congressistas para o Orçamento seriam aplicadas no setor de saúde. Mas, após reunião à noite, nem mesmo esse percentual estava assegurado. A tendência era que fosse votado o projeto original, que não prevê percentual mínimo para a saúde.
O governo defende que pelo menos 50% das emendas vá para a saúde. Se é para ter orçamento impositivo das emendas, que metade vá para a área da saúde, inclusive, com recursos de custeio, para manutenção das unidades, contratação de exames, que é exatamente a maior demanda hoje dos municípios. O governo defende que 50% vá para a saúde, fazemos esse apelo à Câmara. Depois, vamos fazer também esse apelo no Senado”, disse Padilha.
À tarde, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, responsável pela articulação política do governo, passou horas reunida com deputados da base aliada para tentar convencê-los a garantir um percentual maior do que 30% para a saúde.
Afinada com o discurso do titular da Saúde, ela também ressaltou que, já que é iminente a aprovação do projeto do orçamento impositivo, que a maior parte das emendas fosse aplicada na área da saúde.
Se é para ser impositivo, que seja naquilo que a população mais quer. Que a maior parte [das emendas parlamentares] seja destinada para a saúde. As ruas pedem mais, a população pede mais. Vai da sensibilidade do Congresso de estar afinado com a população”, enfatizou a ministra.

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