Adesão ao programa Mais Médicos cria desassistência na Atenção Básica e tem dificuldade de fixar médicos nos municípios

Foto: OPAS

 

Desde a ruptura unilateral do contrato entre a OPAS/OMS, o governo de Cuba, e Ministério da Saúde, vem passando por cenários que estão desestruturando o acesso à atenção básica no Brasil.

Os dois maiores problemas gerados são:

1º – o abandono dos médicos CRM da equipe Estratégia Saúde da Família (ESF) para atuarem no Programa Mais Médicos para o Brasil.

Segundo o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), essa desassistência na atenção básica está causando um déficit de 2.844 profissionais nos municípios brasileiros, segundo mapeamento apresentado nesta quinta-feira, 29.

“Se o médico sai de um serviço do SUS para atender em outro, o município de origem fica desassistido, independentemente se esse médico se desloca da atenção básica ou da especializada, principalmente em relação ao Norte e Nordeste, onde todos os Estados têm municípios com perfil de extrema pobreza e necessitam da dedicação desses profissionais que já estão trabalhando”, disse ele, em nota no site do CONASEMS”.

2ª – Outro problema que a Atenção Básica enfrenta é a fixação dos médicos CRM nos municípios de difícil acesso, aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas.

Conforme o quadro abaixo do Sistema de Gerenciamento de Programas (CGP/PMMB), dos 11.721 médicos CRM inscritos, apenas 230 homologaram para iniciarem suas atividades nos municípios.

 

Programa Mais Médicos

 

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