Médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e técnicos administrativos estão entre os servidores que deixaram os cargos a pedido
Um conjunto de portarias publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) registra uma sequência de pedidos de exoneração de profissionais vinculados à área da saúde. No recorte analisado, 23 servidores pediram exoneração dos cargos.
Os atos administrativos correspondem às Portarias nº 690 a 731 e foram publicados no DODF. O levantamento considera exclusivamente os casos em que os documentos utilizam expressamente a fórmula “exonerar, a pedido”.
Entre os profissionais que deixaram os cargos estão 10 médicos, nove técnicos de enfermagem, dois enfermeiros e dois técnicos administrativos.
| Categoria | Quantidade |
|---|---|
| Médicos | 10 |
| Técnicos de enfermagem | 9 |
| Enfermeiros | 2 |
| Técnicos administrativos | 2 |
| Total | 23 |
Médicos representam parcela significativa das exonerações
Entre os médicos aparecem profissionais de diferentes especialidades, incluindo Cirurgia Geral, Cardiologia, Terapia Intensiva Adulto, Medicina de Emergência, Urologia, Cirurgia Plástica, Cirurgia Pediátrica e Ginecologia e Obstetrícia.
O levantamento inclui, entre outros, Hugo Alessi Lima Martins Soares, médico de Cirurgia Geral; Giovana Rassi Mahamed Daher Fagotti, da Cardiologia; Marcel Rebelato, da Terapia Intensiva Adulto; Raianni Rubia Pacheco Silva e Daniela Teodoro Rezende, da Medicina de Emergência; além de profissionais de Urologia, Cirurgia Plástica, Cirurgia Pediátrica e Ginecologia e Obstetrícia.
Enfermagem também aparece em número expressivo
A enfermagem concentra 11 dos 23 pedidos, considerando técnicos de enfermagem e enfermeiros.
São nove técnicos de enfermagem e duas enfermeiras. Entre os nomes registrados nas portarias estão Lorena Ramos Fernandes, Mariana Pinto de Araujo, Simone Alves da Fonseca, Jose Roberto Lira dos Santos, Polyana D’Arc Rezende Costa, Phellipe Brunno Oliveira de Lima, Mariana Silva Felix Alves, Simplicia de Oliveira Negre Lima e Daiana Abreu Takeuchi.
Também constam os pedidos de exoneração das enfermeiras Dayane Silveira de Santana e Lilian Marcia Leoncio de Oliveira Bueno.
O que os documentos mostram — e o que não mostram
Os atos oficiais comprovam a existência dos 23 pedidos de exoneração no período abrangido pelo levantamento. Entretanto, as portarias não informam, por si só, as razões que levaram cada profissional a solicitar a exoneração.
Também é importante diferenciar exoneração de vacância. No mesmo conjunto de portarias aparecem atos de “declaração de vacância”, mas esses casos não foram contabilizados entre os 23 pedidos de exoneração, justamente porque possuem natureza administrativa distinta.
O levantamento, portanto, não significa que 23 profissionais tenham deixado definitivamente o sistema público de saúde do Distrito Federal, nem permite concluir, apenas a partir das portarias, quais foram as causas das saídas.
O dado chama atenção, contudo, pela concentração de profissionais diretamente relacionados à assistência, especialmente médicos e integrantes da enfermagem, em uma sequência de atos oficiais.
A análise completa do movimento de pessoal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal exigiria a comparação desses pedidos com novas nomeações, vacâncias, aposentadorias, exonerações de ofício e demais formas de desligamento no mesmo período.




