Nos bastidores da saúde pública do DF, especialistas apontam uma linha de convergência pragmática entre os governos de José Roberto Arruda e Rodrigo Rollemberg: ambos recorreram a arranjos com participação de entidades privadas para ampliar a capacidade operacional da rede hospitalar.
A semelhança, porém, se limita ao objetivo de flexibilizar a gestão. Enquanto Arruda adotou contratação de entidade – Real Sociedade Espanhola de Beneficência (OSRSEB) – para execução de serviços no Hospital Regional de Santa Maria, em caráter pontual e sem reconfigurar o regime institucional do hospital, Rollemberg promoveu uma mudança estrutural e permanente ao instituir – Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal [IGESDF] – modelo de gestão com personalidade jurídica de direito privado para o Hospital de Base.
A comparação, portanto, indica aproximação de diretriz administrativa, mas não identidade de desenho institucional ou de alcance político-administrativo.




