O Banco de Brasília [BRB] formalizou nesta sexta-feira (6) ao Banco Central um Plano de Capital de natureza preventiva, estruturado para preservar a solidez da instituição e blindar seu balanço contra qualquer instabilidade decorrente de eventos recentes do mercado financeiro.
A entrega do documento, feita pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em reunião técnica de duas horas na sede do Banco Central, não representa reconhecimento de fragilidade, mas sim uma ação de governança responsável, alinhada às melhores práticas do sistema financeiro nacional.
O plano estabelece um conjunto de medidas escalonadas de recomposição de capital, a serem implementadas em até 180 dias apenas se, e somente se, as investigações em curso confirmarem a necessidade de aporte. Até lá, nenhum valor está definido. Estimativas externas que apontam cifras bilionárias não passam, neste momento, de projeções preliminares do regulador, sem caráter conclusivo.
A presença do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, reforçou institucionalmente o compromisso do acionista controlador — o Governo do Distrito Federal, detentor de cerca de 72% do capital do banco — com a estabilidade, continuidade operacional e robustez patrimonial do BRB.
O plano tem objetivo claro: preservar a confiança, reduzir riscos percebidos e assegurar o pleno cumprimento dos índices prudenciais exigidos pela legislação bancária brasileira. Trata-se de uma resposta técnica e madura a questionamentos levantados após operações envolvendo ativos originários do Banco Master, posteriormente liquidado em meio a suspeitas de irregularidades.
Essas operações, embora legais à época, geraram ruídos de mercado ao revelar distorções de valor e estruturas financeiras atípicas, o que exigiu do BRB uma postura proativa para evitar qualquer contaminação reputacional ou contábil.
Importante destacar: não há risco de falência, liquidação ou intervenção no BRB. O banco permanece operacionalmente saudável, líquido e amparado por um controlador com capacidade patrimonial ampla para garantir sua sustentação, se necessário.
Eventuais medidas que envolvam aporte direto ou reorganização patrimonial dependerão de aval político da Câmara Legislativa do DF, onde o governador Ibaneis Rocha já sinalizou disposição para soluções estruturantes, incluindo mecanismos modernos como fundos lastreados em ativos imobiliários públicos — estratégia que preserva liquidez estatal e evita impacto fiscal imediato.
O recado é inequívoco:
BRB não reage a crises, antecipa-se a elas;
O controlador não se omite, assume responsabilidade;
o sistema financeiro do DF permanece estável, supervisionado e aderente às regras do Banco Central.
Em um ambiente de escrutínio elevado e sensibilidade do mercado, o plano entregue não é sinal de fraqueza, mas de governança ativa, transparência institucional e compromisso com a segurança de clientes, investidores e parceiros.
O BRB segue operando. O Estado segue garantindo. E o mercado, devidamente informado.




