O ano em que meus pais, amigos, vizinhos…morreram de Covid-19 e Bolsonaro, não!

29 de Julho de 2020

Redação Saúde & Direitos Sociais


Bolsonaro faz propaganda da hidroxicloroquina após seu exame de RT-PCR para Sars-Cov 2 dar negativo.

“O Bem Amado” do diretor Guel Arraes, nos permite fazer uma analogia das mortes por Covid-19 com total respeitos às vítimas e seus familiares

A obra é de 1962, período anterior ao regime militar. Hoje, vivemos um governo militar com Jair Bolsonaro presidente do Brasil.

Odorico Paraguaçu personagem interpretado por [Marco Nanini], prefeito da pequena Sucupira tem como objetivo de governo a inauguração de um cemitério na cidade; o problema é que após a obra já concluída ninguém morrer em Sucupira.

Reportando para o ano de 2020, ano consagrado como da pandemia do novo coronavírus, milhares de covas foram abertas nos cemitérios do Brasil. Diferentemente de Sucupira, muitos morreram para a tristeza daqueles que viram seus entes, amigos, pais…partirem desta vida.

O senhor Nonato Firmino, 69 anos, militar da reserva, morador do Riacho Fundo I, cidade de Brasília, relembra a obra “O Bem Amado” com entusiasmos e faz uma analogia.

“Odorico Paraguaçu queria porque queria que alguém morresse para inaugurar o cemitério de Sucupira. Depois dessa Covid, todo mundo vai para o cemitério por que morreu da doença, mentira!” ressalta Nonato Firmino

Firmino faz comparação com a sua saúde ao afirmar que é diabético e hipertenso fazendo uso de várias medicações diárias.

“Já estou morrendo diariamente em razão da sobrevida que tenho em razão das doenças. Se eu dê entrada em algum hospital e vier a morrer, vão colocar no atestado Covid-19, não concordo, pois já estou morrendo com a saúde frágil, assim como qualquer um que tenha as mesmas doenças que eu” finaliza Firmino.

O senhor Firmino já deixou claro para seus quatros filhos, que, caso venha morrer, neste período, que façam um segundo exame por fora (particular), tamanha é sua descrença que todas essas mortes são por Covid.

Diferentemente de Odorico, que inflamou seu discurso na inauguração do cemitério; Bolsonaro assim faz com a defesa do uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19. Com uma enorme diferença é claro; Odorico queria que a morte sobreviesse sobre Sucupira, já o presidente Bolsonaro contra a Covid-19, acredita que a hidroxicloroquina é a cura.

Odorico acabou inaugurando o cemitério, o Campo Santo, após ser morto por Zeca Diabo.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), informou na manhã de 25/07, por seu Twitter, que não estava mais com a covid-19. Bolsonaro posou segurando uma caixa de hidroxicloroquina (foto acima) na mão, afirmando que o resultado do novo exame para identificar a doença deu negativo.

Bolsonaro é uma figura política sem vocação para demagogia. Não é carismático e nem tem belos discursos, pelo contrário, está fazendo simplesmente o que prometeu em campanha, tendo como inimiga a imprensa.

1 Comentário

Leave a Comment