Lavagem de dinheiro envolvendo serviço de limpeza urbana de São Paulo

04 de Fevereiro de 2020

Nelson Lin – Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Chorume, sétima fase da Operação Descarte, para apurar o fornecimento de notas fiscais frias ao consórcio responsável por parte dos serviços de limpeza urbana na cidade de São Paulo.

Foram cumpridos 21 mandados de busca nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal e Goiás. Foram apreendidos R$ 77 mil e US$ 10 mil em espécie.

Nas investigações, a Receita Federal identificou três grupos dentro da operação criminosa: o dos operadores, dos clientes e o dos doleiros. O auditor fiscal Paulo Martinasso explicou o papel de cada um.

Além disso, a Polícia Federal descobriu que o grupo tentou subornar pessoas com grande influência na Receita Federal para impedir a comunicação de indícios de fraude entre a Receita e o Ministério Público.

Mas a tentativa foi frustrada e o grupo pagou R$ 1,5 milhão para um ex-servidor do Serpro que se passou por alta autoridade da Receita Federal.

Em valores, o dinheiro lavado pela organização pode alcançar R$ 400 milhões. Ainda serão investigadas quais organizações e quem foram os beneficiados por esses valores.

Os investigados vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, violação de sigilo funcional, formação de organização criminosa e corrupção ativa e passiva.

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