Parcelamentos, atrasos nos salários dos servidores do DF

Secretaria de Estado de Saúde do Distrito FederalO governador Rodrigo Rollemberg já afirmou e determinou para sua equipe econômica que pagamentos de salários do funcionalismo público é prioridade número um de seu governo.

Só que, os ventos financeiros vivenciados atualmente pelo DF são contrários a boa vontade de Rollemberg em honrar o contracheque dos servidores distritais em dia para os próximos meses.

A exceção esta na folha de pagamento do servidor militar, pago com o Fundo Constitucional da União, no valor de R$ 344 milhões, sobrando do Fundo Constitucional o montante de R$ 553 milhões federais para complemento do custeio da folha da educação e saúde.

Analisando o Quadro de Detalhamento de Despesas do início deste mês de setembro, verifica-se que, a Secretaria de Saúde do DF teve até agosto despesas com pessoal da ordem de aproximadamente R$ 2,9 bilhões de reais e ainda tem disponíveis cerca de R$ 841 milhões para o custeio dessas despesas.

Isso significa que, sem contabilizar os aumentos que serão concedidos agora em setembro para 33 categorias, aprovadas em 2013, durante o governo de Agnelo Queiroz, seriam necessários mais R$ 600 milhões para pagar a folha salarial da saúde e educação até o final do ano e, R$ 1,7 bilhão para 2016.

O governo federal repassa R$ 12 bilhões para o Fundo Constitucional do DF para as áreas de saúde, educação e segurança. Só a folha anual da educação tem consumido mais da metade R$ 6,5 bilhões.

O governo terá que aumentar receitas e cortar gastos, isso implica em aumentos de taxas, tributos e enxugamento da máquina pública que tem se tornada pesada de mais para o erário público.

Leia mais: Crise financeira do DF não é “marolinha”.

O ex-secretário de Fazenda do governo Rollemberg, Leonardo Colombini, em um café de fim de tarde em (19/08), com a Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política (ABBP), da qual este veículo faz parte, chegou a afirmar que haveria a possibilidade de parcelamentos e atrasos de salários do funcionalismo público do DF.

Chegamos ao fim do poço? Não! Estamos quase lá!

5 Comentários

  • Fábio Gonçalves disse:

    Falta dizer que o governo Agnelo pagou boa parte da copa do mundo com dinheiro de fonte 100, da saúde , educação e segurança. E quando se quebra a fonte de custeio, quebra-se o Estado!!!

  • Edimilson Bira disse:

    Esse Jairo Bisol é outro cara de pau, nunca o vi arrochando o governo do PT, mas em outros governos ele era bastante atuante.

  • Dr Marcus disse:

    Pra mim, orçamento é o que chega! O esperado em 2014 era 6,4 bilhões, chegou 5,7 bilhões..

  • Tonielle Franco disse:

    Privatiza, que melhora, pode acreditar, telefonia é o melhor exemplo.

  • Messias disse:

    Primeiro, independente de o Ministério da Saúde pagar ou não todos os procedimentos produzidos pelos os Estados e Municípios, tem que mostrar realmente suas execuções reais, coisa que a SES/DF não consegue mostrar ao Ministério sua real execução dificultando assim, uma maior sensibilidade, inlusive de debate orçamentario. Segundo, como o atual Ministro da Saúde preza por execução, fica difícil abrir um debate mais profundo com o MS e Terceiro, penso eu que a dificuldade de credenciamento está na própria rede de saúde do DF.

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