AMNÉSIA RETRÓGRADA DA CONVENIÊNCIA

Segundo Durval Barbosa, o homem-bomba da Operação Caixa de Pandora, o ex-secretário de saúde Augusto Carvalho e seu adjunto Fernando Antunes negociavam pagamentos de propina em troca da assinatura de contratos com empresas privadas. A dupla já havia sido denunciada pelo BLOG por ter gasto R$ 3 milhões na compra de material usado para os hospitais de Brasília. E tudo sem licitação. Diálogos obtidos do inquérito do STJ que subsidiou a ação da polícia Federal na operação aponta o suposto esquema de desvio de recursos na Secretaria de Saúde. A empresa UNI-REPRO recebeu em 2007 R$ 1,1 milhão. No ano seguinte a quantia da prestação de serviço à Secretaria de Saúde subiu para R$ 12,1 milhões. Em uma das conversas gravadas por Durval Barbosa já com autorização da PF afirma que quando Augusto e Antunes precisam de dinheiro recorrem à empresa. No entanto, quando deputado distrital Augusto Carvalho que é presidente da ONG Contas Abertas denunciava o contrato entre a Secretaria de Saúde e a UNI-REPRO, mas ao assumir a pasta por que não cancelou o referido contrato?Em vídeo divulgado Barbosa conversa com o lobista Renato Malcotti a respeito do referido esquema. Quando questionado sobre o assunto Augusto Carvalho nega ter relacionamento com o lobista no entanto quando deputado distrital empregava o seu filho, Rodrigo Malcotti em seu gabinete.
Rodrigo continua a trabalhar na Câmara Legislativa, onde hoje ocupa um cargo na Comissão de Licitação, como parte da cota do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB).

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