SAÚDE MENTAL DO DF: UM SERVIÇO QUE JÁ FOI O MELHOR DO BRASIL


Foto: Acacio Pinheiro

“Há mais de três anos não é feita a marcação de consultas no hospital São Vicente de Paulo e o jeito parece ser enfrentar a fila. Hoje, apenas 30 vagas foram abertas. Vinte e cinco vagas são reservadas para os centros de saúde, que encaminham os pacientes para o hospital. Quem não consegue consulta no posto e não ficou entre os 30 primeiros, volta para casa.
Catorze medicamentos estão em falta no Hospital São Vicente de Paulo. Um dos remédios não chega às prateleiras da farmácia desde maio. A diretora do hospital, Cássia Marques, explica que a demanda dos pacientes é sempre maior do que a quantidade de medicamentos”.

Os parágrafos acima foram retirados da reportagem de um programa local de televisão que mostrava a triste realidade da saúde mental no Distrito Federal, há uma década, tida como referência em todo país.
Dados do SIGGO revelam que os números do PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE MENTAL tem uma dotação muito baixa em relação a outros programas da saúde, além do fato de que sua execução é irrisória. Vamos aos números: dotação total de 2,7 milhões de reais, tendo sido gastos somente 210 mil reais, ou seja, só foi executado 7,7% do orçamento total.

Entres os projetos que estão com execução zero podemos citar: Implantação de centros de atendimento psicossociais, construção da nova sede do COMPP e a construção de residências terapêuticas no DF.
Para se ter uma idéia do nível absurdo da falta de gestão no Distrito Federal, gastou-se com o PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE MENTAL apenas 210 mil reais, o que corresponde a menos da metade do que se pagou pelo Show da XUXA no aniversário de Brasília.

Fonte: www.orcamentotransparente.com.br em parceria com o blog EM DEFESA DA SAÚDE

 

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