SAMU PRECISA DE SOCORRO

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. O objetivo do SAMU é reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de atendimento precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.
No Distrito Federal, o atendimento de emergência à população não parece ser uma prioridade, pois, segundo dados retirados do SIGGO – Sistema Integrado de Gestão Governamental, a execução orçamentária da ação SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – está com valores muito baixos. De uma dotação autorizada de 27,5 milhões de reais, só foram efetivamente gastos 986 mil reais. Isso equivale a apenas a 3,6% do valor total autorizado.
Detalhando alguns desses gastos: dos 9,8 milhões autorizados para compra de material de consumo, só 742 mil foram liquidados, meros 7,65% do total. Para realização de contratos com serviços de terceiros, foram efetivamente gastos 205 mil reais de um total de 8,8 Milhões autorizados. Na compra de equipamentos e material permanente, foram gastos somente 39 mil reais de um total de 8,8 milhões de reais autorizados, o que representa 0,45% do total.
A manutenção e ampliação das ações do SAMU podem salvar vida, entretanto o dinheiro gasto, até a presente data, com esse serviço é menor que o despendido com festas e Buffets em vários órgãos do DF.

Orçamento Transparente – www.orcamentotransparente.com.br/[email protected] em parceria com o blog EM DEFESA DA SAÚDE

1 Comentário

  • Enfermagem disse:

    Se o atendimento fosse integrado com o Corpo de Bombeiros, que com tamanha capacidade e presteza também realiza esse tipo de serviço no DF (aliás há muito mais tempo, o que resulta em, no mínimo, mais experiência), muito poderia ser adicionado à qualidade do serviço de ambos.
    As dificuldades políticas a serem superadas, pra não dizer egos que não aceitam “submeter-se”, sempre serão entraves para a melhoria dos atendimentos pré-hospitalares no DF.

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