Secretário de Saúde, Augusto Carvalho comparece à Câmara Legislativa para tentar explicar o inexplicável.


Na manhã desta terça-feira (23), o secretário de Saúde, Augusto Carvalho, veio à Câmara Legislativa para prestar contas sobre o seu trabalho à frente da pasta. A convocação foi da Comissão de Educação e Saúde. O secretário compareceu depois de remarcar a data duas vezes.
Questionado sobre a aplicação de recursos no setor o secretário não conseguia responder as perguntas formuladas. De acordo com nosso levantamento a Secretária deveria ter aplicado R$ 343,1 milhões em saúde. Entretanto, o GDF aplicou R$ 132,8 milhões, ou seja, 61,50% abaixo do que determina a Constituição.
De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental, o GDF terminou o ano de 2008 com R$ 1,6 bilhão em conta, quase tudo aplicado no mercado. Atualmente, o GDF mantém R$ 2,2 bilhões disponíveis. “É no mínimo imoral desumano; enquanto muitos agonizam ou morrem por falta de atendimento o Governador Arruda prefere economizar os recursos que deveriam ser investidos em saúde de Brasília,”ressaltou Ivan Rodrigues.A iniciativa privada receber mais recursos do que é investido na melhoria permanente dos hospitais públicos. Evandro Soares, da tribuna ao microfone questionou a contratação da Real Sociedade Espanhola para administrar o Hospital de Santa Maria sem licitação e a idoneidade dessa instituição sugerindo aos deputados a abertura de uma CPI. Após fazerem várias críticas, Os deputados da Bancada do PT – Erika Kokay, Patrício, Chico Leite e Paulo Tadeu sugeriram a instalação de uma CPI para investigar as denúncias da área de Saúde. “Há elementos suficientes para abertura de uma CPI da Saúde na Câmara Legislativa. Tratamento de hemodiálise ocorrendo na iniciativa privada com duração de uma hora, quando o correto são quatro; gastos exorbitantes para contratação de leitos de UTI na iniciativa privada, em vez de investimento na rede pública; e nomeação de servidores envolvidos na máfia das sanguessugas são apenas alguns dos motivos que justificam uma apuração por parte do Poder Legislativo”, defendeu o deputado Patrício, vice-presidente da Câmara Legislativa. Ele ainda pediu ainda que o secretário atualize o portal da transparência da Secretaria de Saúde, onde constam apenas dados de 2008. Durante a oitiva, o Plenário e a galeria da Câmara Legislativa ficaram lotados. Alguns usuários levaram um caixão, simbolizando a morte da Saúde do DF. O secretário Augusto Carvalho reconheceu que ainda há muito o que se fazer e não conseguiu responder às dúvidas e críticas levantadas com clareza e objetividade. Ele chegou inclusive a culpar funcionários que faltam ao trabalho pelas críticas que a Saúde recebe da mídia.

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