A Medicina Política

Prefeito de Londrina o médico Marcelo Belinati do (PP)

É um absurdo como que, nesse nosso país, nada do que vem do governo funcione de forma que realmente atenda as necessidades de todos nós, cidadãos brasileiros.

Sou de Londrina PR; já há praticamente quatro anos que permaneço aguardando ser chamado para ser submetido a uma intervenção cirúrgica de remoção da minha vesícula biliar, em função de cálculos biliares que geram cólicas constantes e insuportáveis; sendo que desde que fui diagnosticado com esse problema de saúde – em diversas ocasiões inclusive cheguei a ser internado em hospitais, em estado grave (com indícios de pancreatite aguda). E acreditem os senhores, que mesmo eu tendo em mãos (recomendação médica por escrito para uma intervenção cirúrgica de urgência)… Mesmo já me encontrando internado dentro do hospital e mesmo havendo vaga para que eu pudesse ser operado – “SIMPLESMENTE ME MANDARAM PRA CASA!”

E ainda, mesmo tendo cumprido toda aquela cansativa rotina burocrática de exames que nos determinam fazer, após dois anos, estando sofrendo e preocupado com a demora, procurei a clínica conveniada do SUS responsável pelo meu acompanhamento médico, quando fui informado que minha cirurgia não havia sido sequer marcada ainda, pois no sistema informatizado deles, constava que eu havia abandonado a continuidade dos procedimentos médicos requeridos até a realização da cirurgia. Mas conforme acabei descobrindo posteriormente, o que ocorreu foi apenas um mau entendido gerado por erro e negligência em uma determinada clínica para onde me encaminharam, a título de fazer um exame de ultrasom e a o que seria responsabilidade e obrigação dessa mesma clínica – ELA NÃO ENCAMINHOU O RESULTADO DO MEU EXAME PARA A UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA REGIÃO ONDE MORO!

O resultado e consequências que sofri em função da irresponsabilidade dessa clínica, foi ter que recomeçar do zero a maratona de exames que pedem a cada consulta, só pra nos enrolar o máximo que podem; sendo que já há aproximadamente mais dois anos que permaneço nessa agonia.

Vale salientar ainda, que como é comum pra todos nós brasileiros, sempre que procuro a clínica conveniada do SUS, responsável pelo meu acompanhamento e cirurgia, afim de obter informações sobre quando enfim vão me chamar para ser operado – quando ainda consigo falar com alguém, é sempre a mesma justificativa; ou seja, de que o médico responsável está atendendo os casos semelhantes de cirurgia, em ordem cronológica e conforme a gravidade do quadro de saúde do paciente. Portanto, caso eu continue tendo crises de cólicas e muitas dores, que me resta procurar uma UPA da minha cidade.

Ora! Se for pra recorrer a pronto socorro só pra receber Buscopan ejetável nas minhas veias, sempre que tenho dores e crises muito fortes – isso eu já faço em casa tomando Buscopan em comprimidos; dessa forma, estando ainda a evitar ocupar vagas de outras pessoas que necessitam de atendimento médico de extrema urgência.

Também tenho essa porcaria de cartão do SUS demonstrada aí no topo da página e posso dizer que ele não serve pra nada!

Muito revoltante e inaceitável tudo isso!
A gente trabalha e paga essa merda de INSS a vida inteira só pra bancar a corrupção que tomou conta do nossa país e pra padecer sem saúde e sem segurança pública. E ainda vem outro presidente corrupto querendo mexer na previdência, pra obrigar o povo se matar de trabalhar até por volta dos 100 anos de idade e morrer bem antes disso; ou seja, morrer antes mesmo de se aposentar e receber (esmola) que não dá pra pagar nem os remédios que a gente precisa quando fica doente e principalmente quando fica velho. Leandro Silva

 

Mutirão de cirurgias

Lançamos hoje o mutirão de cirurgias de catarata, serão operadas 1500 pessoas, muitas delas que já não enxergam, estão cegas, pela demora na realização da cirurgia. É o 1º de uma série de mutirões que faremos em 2018 pra resolver as filas das pessoas que esperam cirurgias há muitos anos (algumas há mais de 10 anos). Faremos cirurgias de varizes, vesicula, ginecológicas, ortopédicas, otorrino, dentre outras.

Marcelo Belinati Marcelo Belinati Marcelo Belinati Marcelo Belinati

Publicado por Marcelo Belinati em Sábado, 3 de março de 2018

 

Ouvidoria Geral do Município de Londrina

Sr. Ivan, boa noite,
 
 Acusamos o recebimento do seu e-mail abaixo, no qual o senhor traz o relato de um munícipe, Sr. Leandro Silva, que estaria há quatro anos à espera do agendamento de uma cirurgia para remoção de sua vesícula biliar, sendo que o senhor solicita esclarecimentos sobre a situação, pois estaria fechando a pauta de uma possível matéria sobre o caso.
Entretanto, constatamos que o senhor não enviou o e-mail abaixo para a Autarquia Municipal de Saúde (AMS), que é o órgão mais adequado para prestar os esclarecimentos sobre questões relacionadas à saúde, como é o presente caso.
 
Segue o e-mail da AMS: [email protected]gov.br
 
Ademais, informamos que esta Ouvidoria-Geral do Município (OGM) funciona como uma segunda instância, mediando situações entre o munícipe e o órgão responsável pela demanda. Todavia, no relato do e-mail enviado não há nenhuma informação sobre a possível abertura de um processo junto a esta OGM. Ainda, fizemos uma busca pelo sistema eletrônico (SEI) utilizado pela Prefeitura e não conseguimos localizar nenhum processo sobre essa situação. Porém, o nome Leandro Silva, por ser muito comum, dificulta uma busca mais criteriosa.
 
Assim, informamos que esta OGM não possui os subsídios necessários para prestar os esclarecimentos solicitados pelo senhor. Orientamos que busque tais informações junto à AMS, sendo que tal resposta já está indo com cópia para essa Autarquia, para conhecimento e providências que entenderem pertinentes.
Informamos ainda que, caso o munícipe Leandro Silva não tenha protocolado uma reclamação junto a esta OGM, poderá fazê-lo através do formulário disponível na página desta Ouvidoria no site da Prefeitura de Londrina. Segue abaixo o link:
 
 
Ressaltamos que, como já dito acima, esta Ouvidoria só tramita processos eletrônicos, sendo que é liberado o acesso externo ao munícipe, de forma que ele pode acompanhar toda a tramitação do processo em tempo real, através de um link que é enviado para o seu e-mail, garantindo-se dessa forma a transparência que deve nortear todos os atos da Administração Pública.
 
Por fim, informamos que estamos respondendo seu e-mail com cópia para o munícipe Leandro Silva, conforme endereço de e-mail ao fim do relato do mesmo, de forma que ele tenha conhecimento de tudo o que foi informado aqui, bem como também vai com cópia para o Sr. Alexandre Sanches, Ouvidor-Geral que encontra-se de férias atualmente, e para o Gabinete do Prefeito, pelo fato deles constarem como destinatários do seu e-mail abaixo, além desta OGM.
 
Sendo o que tínhamos a informar, desde já nos colocamos à disposição para quaisquer dúvidas.
 
 Atenciosamente,
 
 Deividy Leal
Ouvidor-Geral em exercício (Decreto nº 273, de 19/02/2018)
(43) 3372-4530
 
Ouvidoria-Geral do Município
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Leandro Silva   (07 de março).

Boa noite, Senhores.

Meu nome é Leandro Florêncio Silva Ariello – O próprio ‘Leandro Silva, autor da presente denúncia em questão.’
Antes de qualquer coisa, meu muito obrigado pelo rápido retorno e interesse dos senhores pelo meu caso e situação. Meu agradecimento em especial, ao Sr. (Dr) Ivan, por seu interesse e Boa vontade em levar meu caso e denúncia adiante.
Amanhã, logo pela manhã, estarei retornando o meu contato com os senhores, expondo maiores detalhes sobre caso, inclusive disponibilizando provas documentais sobre a veracidade dos fatos que tenho em meu poder. E seguindo as orientações fornecidas pela própria ouvidoria, também estarei formalizando minha queixa por meio do formulário disponibilizado.
Att,
Leandro Ariello.

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Boa tarde;   

(08 de março)

 

Conforme informado no meu e-mail / resposta anterior, segue maiores esclarecimentos sobre o meu caso.

Eu, Leandro Florêncio Silva Ariello; 44 anos de idade, brasileiro natural da Cidade e Estado de Cornélio Procópio – Pr.; morando em Londrina – Pr.; na Rua Uberlândia nº1006, no Jd. Champagnat; vivendo uma união estável; profissional na área da Tecnologia da Informação e do Design Gráfico.

Pelo presente, venho apenas a título de prestar maiores esclarecimentos quanto ao meu relato postado na página da (OGM), expressando a minha revolta e indignação face a realidade precária do ‘Sistema Público de Saúde do Nosso País’; mas sobretudo, face ao descaso, negligência e desrespeito, aos quais, nós – cidadãos brasileiros, contribuintes e eleitores somos submetidos especialmente quando necessitamos de atendimento médico, mas não dispomos de condições para pagar um bom plano de saúde.

Diante do aqui exposto por mim, cabe-me ressaltar que, dos motivos que ensejaram esse meu ato e forma de protesto, declaro que foi por ocasião que encontrei e acabei tomando acesso a página da (OGM) na internet e onde, ao verificar a existência de diversas postagens de várias outras pessoas que expressavam seus casos e situações na busca por esclarecimentos de todas as suas dúvidas – ‘me senti motivado em também expressar o meu protesto, dessa forma, tendo ainda levado o meu caso ao conhecimento público como um mero exemplo claro do quanto somos negligenciados pelo sistema público de saúde do nosso país, ao passo em somos submetidos a pesados impostos e obrigados a pagar o preço da corrupção e roubalheira que se instaurou no governo da nossa nação.

Todavia, cabe-me ressaltar ainda, que em nenhum momento, me ocorreu a possibilidade de ter encontrado um mecanismo, através do qual, eu poderia estar levando o meu caso e situação justamente para onde realmente deveria ser levado há muito mais tempo, talvez, ainda que na esperança e busca da breve solução do meu caso.

Tão pouco, me ocorreu sequer a dedução ou imaginação de que o meu relato fosse gerar tanta polêmica e que em algum momento eu receberia qualquer forma de resposta de quem quer que seja; haja visto, que o meu caso é apenas mais um, em meio aos milhares de casos até mesmo mais graves de tantos outros cidadãos brasileiros.

Já em relação até mesmo a alguns termos desapropriados, dos quais, talvez eu tenha me utilizado em meio ao meu relato e protesto, de modo que também tenha deixado transparecer fortes emoções, sentimento de revolta e de indignação – declaro ainda, que tão somente busquei me valer do princípio constitucional, onde diz que vivemos em um país democrático, no qual, nos é reservado o direito a liberdade de expressão. ’

A o que até mesmo tenha dificultado a averiguação e apreciação do meu caso por parte de interessados em me ajudar nessa questão, informo que apenas por uma questão de privacidade e de segurança, não utilizo do meu sobrenome em quaisquer dos meios de comunicação disponível na internet.

Para todos os efeitos, a quem possa interessar, inclusive disponho de provas documentais, (todos os exames médicos), que dão fé e verdade ao meu caso e cujo conteúdo pode ser acessado ou baixado clicando aqui.

Apenas a título de maiores esclarecimentos, segue na íntegra o relato do meu caso e situação.

Do diagnóstico Inicial.

Entre o final do ano de 2013 e início do ano de 2014, cólicas abdominais intensas e frequentes me obrigaram a recorrer a atendimento médico emergencial em diversas ocasiões, nas UPAs da região da minha cidade de Londrina – Pr. Ainda nessa mesma época, procurei por uma clínica particular, através da qual, fui diagnosticado com cálculos e barro biliar em minha vesícula; além de ocorrência de esofagite leve e pangastrite moderada. Vale salientar ainda, que os exames também apontaram para indícios de um risco de desenvolvimento de diabetes, em virtude do mau funcionamento da minha vesícula e, o qual, possivelmente também já estaria interferindo no correto funcionamento do meu pâncreas.

Imediatamente, o médico daquela clínica particular, me alertou sobre os graves riscos que eu estaria correndo inclusive de morte, tendo ainda sugerido uma intervenção cirúrgica imediata. Mas infelizmente, o custo cobrado por aquele médico particular para realizar a minha cirurgia por meio de laparoscopia, era caro demais e totalmente fora das minhas condições, tendo sido cerca de aproximadamente R$6.000,00 (seis mil reais). E naquela ocasião tão complicada, inclusive estando desempregado, não encontrei outra alternativa, senão recorrer ao Sistema Público de Saúde.

Do atendimento e acompanhamento do meu caso pelo SUS.

A partir de então, foi dado início a minha exaustiva e angustiante maratona de exames e de espera por minha cirurgia que ainda perdura até o presente momento; sendo que todo o acompanhamento do meu caso, vem sendo realizado por um médico do CISMEPAR e cujo nome, me recordo apenas como sendo Dr. Marcos.

Conforme justifiquei no início, em várias ocasiões, as cólicas abdominais intensas e muito fortes que me acometiam constantemente, inclusive me obrigaram a recorrer a atendimento emergencial nas UPA e UBS da região, onde eu sempre era apenas medicado com Buscopan administrado em minhas veias e em seguida mandado embora para casa; sendo que em uma dessas ocasiões – “AFIRMO QUE INCLUSIVE FUI VÍTIMA DE CONSTRANGIMENTO EM FUNÇÃO DE UM TIPO DE ATO SUSPEITO, DUVIDOSO E LIBIDINOSO POR PARTE DE UM TÉCNICO DO SETOR DE RAIO-X DA UPA DO JARDIM SABARÁ”; sendo que o indivíduo, se aproveitou da minha situação delicada, padecendo de fortes dores e estando atordoado sob efeito de sedativos, para colocar seu rosto muito próximo das minhas genitálias, ainda que se valendo de procedimentos não adequados para a análise do meu problema; haja visto ainda que, posteriormente em continuidade a sua conduta duvidosa e suspeita – ele determinou que eu baixasse as minhas calças até os joelhos e que, de costas para ele, caminhasse lentamente até um determinado ponto da sala onde se encontrava apenas ele e eu. 

Diante dessas circunstancias, a princípio, tendo em vista que até então, eu nunca havia ficado doente ao ponto de necessitar de um atendimento médico emergencial em hospitais, além de não compreender ao certo como são os procedimentos técnicos de raio X – levei um certo tempo para recobrar os sentidos e ao me recordar desse episódio envolvendo o citado indivíduo, pude concluir que sua conduta não foi nada profissional. E ainda, posteriormente, por meio de outros profissionais de saúde e inclusive companheiros de trabalho do citado, pude ter a comprovação de sua conduta desapropriada e imoral, haja visto a existência de outros casos semelhantes e inclusive de reclamações envolvendo essa conduta do citado.

Todavia, preferi esquecer esse episódio e não formalizar queixa contra o indivíduo; até porque, tive a plena consciência de que seria um tanto complicado levantar provas concretas sobre os fatos para representar judicialmente, inclusive requerendo reparação de danos, contra o citado e também contra a própria UPA onde ocorreram esses fatos lamentáveis. Por outro lado, meu estado de saúde agravado era e ainda é uma prioridade para mim e para a preservação da minha vida.

“Contudo, que essa denúncia grave, aqui expressa informalmente por mim, também sirva como objeto de investigação por parte dos órgãos competentes, para que outras pessoas não sejam vítimas de qualquer forma de conduta desapropriada, desrespeitosa e abusiva desse cidadão ou ainda de outros indivíduos que prestam concurso público na área da saúde e outras áreas sob o juramento de servir a população; mas que se valem das suas meras condições de ‘Servidores Públicos Concursados’ – apenas para cometer excessos, abuso de poder e de autoridade; ou ainda, para obter vantagens ilícitas em favor de si mesmos.”

Cabe-me salientar, que nessa mesma ocasião da ocorrência desse lamentável episódio, também foi a ocasião em que o meu estado de saúde em função do meu problema com a minha vesícula biliar, talvez, até então, tenha sido a mais grave e inclusive me levado o mais próximo dos riscos de vida; haja visto que, ao dar entrada naquela UPA, eu inclusive apresentava um quadro agudo de icterícia; tendo inclusive recebido morfina intravenosa para estabilizar o meu quadro clínico de crise e sintomas, até ser encaminhado ao Hospital Dr. Anísio Figueiredo, (Hospital Zona Norte), onde fiquei internado sob cuidados e observações médicas por quase 48h.

A o que tenha me causado mais revolta e perplexidade durante o período em que permaneci internado naquele Hospital Zona Norte, foi o fato de que pela primeira vez em que me vi internado dentro de um hospital, nunca antes, eu havia presenciado tanta dor e sofrimento, ao passo, em que também presenciei jovens médicos e enfermeiros brincando e se descontraindo por vários corredores daquele hospital; haja visto que, em diversas ocasiões, eu mesmo tive que ajustar por conta própria as agulhas do soro que saiam das minhas veias; além de presenciar pacientes e visitantes se ajudando entre si, inclusive na alimentação e troca de fraldas geriátricas de outros pacientes.

Cabe-me salientar ainda, que mesmo ciente da gravidade do meu caso e que naquela ocasião eu inclusive havia descoberto que havia vagas no setor cirúrgico – me deram alta, ainda que, entregando em minhas mãos, uma carta da médica que acompanhou o meu caso, recomendando minha intervenção cirúrgica em caráter emergencial; sendo que, entre as duas únicas ocasiões em que, até então, tive consultas agendadas com o Dr. Marcos do CISMEPAR e médico que hoje está incumbido da minha cirurgia – “APRESENTEI-LHE A CARTA DE RECOMENDAÇÃO MÉDICA, sendo que o próprio doutor, inclusive ficou em posse dessa carta.”

Vale ressaltar que, todos esses fatos e acontecimentos que compõem a história dessa minha longa e árdua jornada e espera por minha cirurgia, deram-se entre os anos de 2014 até próximo do final do ano de 2016, quando em certa ocasião, não estando mais suportando as constantes crises de cólicas abdominais, além de estar muito preocupado com a demora do meu chamado ao menos para a realização dos exames de risco cirúrgico, decidi enviar um e-mail a procuradoria geral do CISMEPAR cobrando satisfações e agilidade no meu atendimento. Em resposta ao meu e-mail, uma senhora, cujo nome não me recordo, mas que inclusive se apresentou como sendo diretora geral daquela procuradoria, me passou a seguinte nota – “Consta no nosso sistema que o Senhor não deu continuidade aos procedimentos (exames) requeridos pelo médico responsável por suas consultas até o estabelecimento do agendamento da data da sua cirurgia. Portanto, se assim o Senhor ainda necessita desse tipo de atendimento pelo CISMEPAR, recomendo que o Senhor volte a procurar a UBS da sua região requerendo (do zero) o agendamento de novas consultas…”

Fato este, que me causou muita estranheza, além de me deixar ainda mais angustiado e revoltado, haja visto, que até então, eu havia me submetido a toda a bateria de exames que me foram requisitadas, além de sempre seguir rigorosamente todas as recomendações médicas que me eram repassadas durante as consultas. Foi quando ao parar um momento para pensar, me recordei de uma situação envolvendo uma clínica por onde passei pela última vez, para ser submetido a um exame de ultrassom a pedido do Dr. Marcos por meio do CISMEPAR; sendo que, na ocasião, logo após ter sido submetido aos referidos exames e retornar para a área de espera, notei que uma funcionária da clínica passou por mim portando o meu envelope de exames em mãos, e que, no envelope constava o meu antigo endereço onde já não moro mais, há mais sete anos. Logo, deduzi que os exames poderiam parar por engano na UBS daquela região, ao em vez de serem destinados corretamente aos cuidados da UBS da região e bairro onde moro atualmente, sendo a UBS do Jardim Alvorada; sendo que o meu cadastro do SUS se encontra atualizado junto a essa UBS desde quando me mudei para essa região oeste da cidade.

Imediatamente, tratei de notificar a funcionária da clínica sobre tais informações equivocadas contidas no envelope, tendo ainda, buscado me informar com ela, se eu deveria aguardar no local para retirar meus exames para entrega-los pessoalmente na UBS da minha região. Entretanto, ela apenas justificou que iriam verificar o erro, e que a própria clínica se encarregaria de encaminhar os exames para UBS da minha região. Dessa forma, estando mais tranquilizado, me restou voltar para casa e ficar aguardando – até descobrir que foi justamente essa citada clínica sugerida pelo próprio CISMEPAR, a responsável pelo erro e mal-entendido, que resultou no entendimento equivocado do CISMEPAR em relação ao meu caso; ou seja, o de que eu simplesmente havia abandonado a sequência de consultas e exames requeridos para a realização da minha cirurgia.

De fato, diante de todos esses acontecimentos e erros que se sucederam até então, sequer adiantaria eu fazer como muitas pessoas menos favorecidas acabam se vendo obrigadas a fazer para que sua revolta seja vista e atendida; ou seja, entrar dentro dos hospitais gritando, quebrando tudo, perdendo a razão e ainda pagando caro por apenas exigir o que tão somente lhe seja de direito. Minha paciência ilimitada ainda me permitiu pensar com coerência e como uma pessoa civilizada, dessa forma, voltando a procurar a UBS da minha região, explicando toda a situação e requerendo a retomada de todo esse processo ilógico que deveria terminar na realização da minha tão aguardada cirurgia.

Agora parecia que toda essa minha agonia estava próxima de chegar ao fim, até perceber que tudo voltou a ficar parado como está, desde um único exame de ultrassom que me foi solicitado fazer pelo Dr. Marcos do CISMEPAR; sendo que inclusive me foi atribuído um número de protocolo para agendamento dos exames de risco cirúrgico, o qual foi emitido em ocasião de 26/10/2016; isto, se ainda me recordo bem do dia e mês exato da emissão do protocolo; pois recentemente, inclusive não consegui localizar esse protocolo impresso em um minúsculo pedaço de papel e, o qual, tenho a convicção de que eu mantinha guardado em meio ao amontoado de exames, aos quais fui submetido até então.

Em resumo, até mesmo já me cansei e desisti de ficar ligando e enviando e-mails para o CISMEPAR, para sempre receber a seguinte justificativa: “- O hospital incumbido da realização da sua cirurgia é o Hospital Zona Norte; entretanto, o médico responsável pelo procedimento, sendo o próprio (Dr. Marcos), está atendendo pacientes que aguardam na fila em ordem cronológica de entrada e conforme a gravidade do quadro clínico de cada paciente; sendo que, atualmente, o Dr. Marcos está atendendo os casos que deram entrada no ano de 2013. Recomendamos que o Senhor procure a UBS da sua região para dar continuidade no agendamento de novos exames. E caso tenha crises muito fortes, procure atendimento emergencial na UPA mais próxima da sua casa.”

Também me cansei e até desisti de me deslocar até a UBS da minha região para ouvir sempre as mesmas justificativas vagas; ou seja, de que não me foram requisitados novos exames; portanto, que me resta aguardar ser chamado pelo hospital incumbido da realização da minha cirurgia.

Diante de tudo o que busquei expor aqui e conforme fiz questão de expressar no relato que postei na página da (OGM): “- Também já me cansei em ter que recorrer as UPAS da região, apenas para manter minhas dores controladas a base de Buscopan intravenoso, sempre que sou acometido pelas crises de cólicas abdominais intensas que por vezes reaparecem sem avisar no meio da noite. Para isso, já há muito tempo que mantenho um estoque de Buscopan composto em comprimidos na gaveta do criado mudo ao lado da minha cama. Dessa forma, além de estar apenas conseguindo controlar minhas dores em casa mesmo e assim evitando ocupar lugares de outras pessoas que também necessitam de atendimento médico – ENTENDA-SE AINDA, que também estou evitando voltar a me sujeitar ao mesmo tipo de abuso, desrespeito e assédio sexual que foram dirigidos a minha pessoa, em uma dessas UPAS e por parte de indivíduos, os quais, em verdade, são contratados e pagos para cuidar das pessoas doentes.

Considerações Finais.

Se não morri ainda, é pela graça e milagre de Deus. Se ainda consigo manter controladas as crises de cólicas abdominais que, por vezes, costumam reaparecer sem avisar no meio da noite e independentemente do que eu tenha comido no jantar – é graças ao Buscopan que fica 24h de plantão e a minha disposição na gaveta do criado mudo ao lado da minha cama.

Contudo, houve um momento em minha vida há cerca de dois anos, que as crises de cólicas se tornaram ainda mais intensas, constantes e senti que o Buscopan não estava mais sendo capaz de sequer ameniza-las por algum tempo. E foi graças a uma receita de remédio natural que descobri na internet, (a base de azeite de oliva, limão e vinagre de maçã), que eu acredito firmemente que, até o presente momento, seja o que tenha me permitido ao menos retomar o controle da situação; sendo que, já na primeira ocasião em que experimentei essa mistura uma única vez – de imediato, todas as cólicas e inclusive os sintomas de esofagite leve e pangastrite moderada dos quais também me foram diagnosticados, simplesmente  desapareceram por completo e por cerca de aproximadamente um ano. A partir de então, passei a consumir com frequência essa mistura somada a outros ingredientes naturais especialmente em saladas e temperos. E ainda que a crises de cólicas provocadas pelos cálculos biliares voltaram a aparecer, até o presente momento, não surgem mais com a mesma frequência e intensidade de antes. Ou ao menos quando surgem, trato logo de remedia-los antes mesmo que atinjam seu ápice quando as dores se tornam incontroláveis.

A princípio, cheguei a pensar que, talvez, por algum milagre improvável, essa mistura natural até mesmo tivesse eliminado os malditos cálculos biliares; haja visto que até mesmo voltei a ter uma vida normal inclusive com hábitos alimentares comuns. Na segunda e última ocasião em que fui consultado pelo Dr. Marcos, cheguei a expor o caso para ele e quem apenas ironizou a minha atitude ressaltando que o a minha única salvação seria uma cirurgia. No entanto, como se depreende, sendo ele mesmo o tal Salvador, já há aproximadamente quatro anos, que permaneço aguardando que ele me conceda a tal Salvação. E enquanto ela enfim não chega e enquanto Deus tem me permitido, vou tentando manter minhas dores e sofrimento controlados a base de Buscopan e a citada mistura de azeite de oliva com limão e vinagre de maçã.

Há de se ressaltar ainda, os inúmeros problemas, interferências negativas e prejuízos que essa demora da realização da minha cirurgia permanece gerando em muitos aspectos da minha vida familiar, social e profissional; haja visto que ainda permaneço desempregado já há cerca de cinco anos. Pois até mesmo nas ocasiões em que sou convidado para uma entrevista de emprego, ao saberem que sofro desse problema de saúde e que a qualquer momento posso ser chamado para ser submetido a uma intervenção cirúrgica – automaticamente já sou desqualificado e eliminado do processo seletivo para preenchimento da vaga de emprego.

Diante dessa realidade e situação, ainda agradeço à Deus por eu ainda estar conseguindo manter o meu problema de saúde controlado e por ter profissões que ao menos me permitam garantir a sobrevivência e sustento da minha família; haja visto que tenho trabalhando por conta própria; além de que, minha esposa também trabalha em um salão de beleza que possuímos em casa, além de fazer salgados e artesanato sob encomenda. No entanto, até mesmo cogitamos a possibilidade de irmos embora para o Japão. Mas esses nossos planos e objetivos também seriam uma possibilidade a ser cogitada – apenas depois que eu tiver me livrado desse meu problema de saúde.

 

Conforme me foi sugerido no e-mail anterior, estou formalizando minha queixa junto aos órgãos competentes. Caso essa minha situação e realidade perdure por mais tempo, também já planejo recorrer à imprensa e aos meios jurídicos para fazer valer os meus direitos de cidadão.

Por uma questão de segurança, me reservo a não fornecer dados de documentos pessoais por quaisquer dos meios disponíveis na internet; portanto, a quem possa interessar e necessite de tais dados para averiguação do meu caso junto aos órgãos competentes ou até mesmo para outros fins, deixarei meu telefone disponível no final deste e-mail.

Mais uma vez agradeço aos Senhores, pela atenção e interesse pelo meu caso.

Obrigado.

Atenciosamente;

Leandro Ariello.

Cel/WhatsApp: (43) 99157-XXXX

 

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Ouvidoria Geral do Município de Londrina

(09 de março)

Sr. Leandro, boa noite,
 
Acusamos o recebimento do seu e-mail abaixo, contendo maiores detalhes sobre os problemas enfrentados pelo senhor na busca por uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Também acusamos o recebimento do seu processo, cadastrado pelo formulário eletrônico desta Ouvidoria, no qual o senhor formaliza uma reclamação referente a toda esta situação. Processo SEI nº 19.002.014066/2018-22.
Informamos que os dois e-mails enviados pelo senhor foram juntados ao seu processo, sendo que este já foi enviado para a Autarquia Municipal de Saúde (AMS) para análise e resposta, sendo que o prazo regular para a AMS se manifestar é de 20 (vinte) dias. Tal prazo pode ser prorrogado uma única vez por mais 10 (dez) dias.
Informamos ainda que disponibilizamos o acesso externo para o senhor, de forma que foi enviado um link para o seu e-mail no qual o senhor pode acompanhar toda a tramitação do processo em tempo real.

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