Você tem o direito de saber o que come ou prefere procurar o médico depois?

Você já se preocupou com os ingredientes dos alimentos industrializados que ingere?

O INCA apoia a campanha “Você tem o direito de saber o que come”, idealizada pela Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável em favor da maior transparência de informações nos rótulos de alimentos ultraprocessados, como sucos e bolos industrializados.

A Aliança é uma organização da sociedade civil que promove a segurança alimentar e nutricional do Brasil.

A campanha mostra como o marketing de alimentos ultraprocessados é nocivo, principalmente para as crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de apelo midiático pode influenciar os menores a terem hábitos alimentares menos saudáveis. Ainda segundo a OMS, os rótulos dos alimentos deveriam ser úteis para orientar os consumidores sobre as melhores escolhas nutricionais.

Alimentos ultraprocessados também contribuem para a epidemia no país de obesidade, que está relacionada a 13 tipos de cânceres diferentes. A campanha tem sua fundamentação científica no posicionamento do INCA acerca do sobrepeso e da obesidade, que, por sua vez, enfatiza a defesa de “intervenções recomendadas pela OMS/Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), que favorecem as escolhas alimentares saudáveis”.

Para o evitar o excesso de peso, as pessoas devem ter uma alimentação saudável, praticar exercícios regularmente e manter o peso corporal adequado. Com essas práticas, aproximadamente 1 em cada 3 tipos de câncer mais comuns no Brasil poderiam ser evitados.

NÃO DEIXE TE CONTAREM APENAS PARTE DA HISTÓRIA

A publicidade e as embalagens dos produtos ultra processados não nos contam toda a verdade sobre o que comemos e muitas vezes nos induzem a escolhas alimentares não-saudáveis, que podem ser fator de risco para diversas doenças graves.

A publicidade e as embalagens dos produtos ultra processados não nos contam toda a verdade sobre o que comemos e muitas vezes nos induzem a escolhas alimentares não-saudáveis, que podem ser fator de risco para diversas doenças graves.

Ajude a mudar essa situação. Assine a petição pela melhoria na rotulagem dos alimentos. #RotulagemAdequadaJa

Mais da metade da população brasileira está com o peso acima do recomendado segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde divulgados em 2017.

A obesidade é uma das principais epidemias da atualidade, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), e fator de risco para a ocorrência de 13 tipos de câncer, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O grande aumento do número de pessoas obesas ou com excesso de peso, no Brasil, pode ser atribuído, principalmente, a mudanças no padrão alimentar da população, com destaque para a substituição de alimentos e preparações culinárias tradicionais por produtos ultra processados e prontos para o consumo, como refrigerantes e outras bebidas açucaradas, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, etc.

Estes produtos são vendidos a partir do marketing enganoso e não trazem informações muito claras em seus rótulos. Com isso, o consumidor acaba fazendo escolhas alimentares não saudáveis.

A implementação de políticas públicas é uma das formas de promover ambientes alimentares mais saudáveis.

Por isso, defendemos e apoiamos uma melhoria na rotulagem, a proibição da publicidade direcionada ao público infantil e ao marketing de alimentos ultraprocessados, medidas fiscais que diminuam o acesso a produtos não saudáveis, promoção de ambientes alimentares saudáveis em escolas.

A mobilização e apoio da sociedade são fundamentais neste processo. Nós, da Aliança defendemos que a responsabilidade pelo excesso de peso não pode ser atribuída apenas ao indivíduo, por não praticar atividade física e consumir calorias em excesso, mas se justifica principalmente pela existência de um ambiente que estimula o consumo excessivo de produtos não saudáveis por meio da publicidade e rótulos atrativos, porém enganosos.

CONHEÇA NOSSA PROPOSTA DE ROTULAGEM

Amparado por diversos estudos e pesquisas científicas e de opinião, e em sintonia com recomendações de organismos internacionais referências em saúde e alimentação saudável, o Idec elaborou uma proposta para a atualização das normas de rotulagem vigentes no Brasil, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As sugestões já foram enviadas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e estão em fase de análise. Conheça os principais pontos e saiba como as mudanças podem te informar melhor sobre o que você consome:

ROTULAGEM NUTRICIONAL FRONTAL DE ADVERTÊNCIA

ALIMENTO PROCESSADOS E ULTRA-PROCESSADOS 

A principal mudança apresentada no modelo de rotulagem proposto é a inclusão de um selo de advertência na parte da frente da embalagem de alimentos processados e ultraprocessados(como sopas instantâneas, refrigerantes, biscoitos, etc.) para indicar quando há excesso dos nutrientes críticos: açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade

Esse tipo de sinalização visa apresentar a informação nutricional de forma sucinta, visível, e compreensível para ajudar o consumidor a fazer escolhas alimentares mais saudáveis.

Se tem selo, não tem publicidade

Todos os alimentos que receberem o selo de advertência estarão proibidos de exibir qualquer tipo de comunicação mercadológica direcionada a crianças (como personagens, desenhos ou brindes) e não poderão exibir informação nutricional complementar – aquelas mensagens como “rico em fibras” e “0% gordura trans” que induzem o consumidor a uma imagem saudável do produto.

INGREDIENTES CULINÁRIOS

Os ingredientes culinários são importantes na dieta da população, uma vez que são necessários para cozinhar e preparar alimentos. Porém, devem ser consumidos em quantidades adequadas para assegurar uma alimentação saudável. Neste sentido, são propostas frases de advertência em relação ao uso moderado para atenção dos consumidores, a serem veiculadas em rótulos de óleos vegetais (e.g., soja, milho, girassol, oliva), gorduras (e.g., manteiga) sal e açúcar.

Alimentos in natura ou minimamente processados

Alimentos in natura ou minimamente processados (como arroz, feijão, legumes, verduras, frutas, castanhas, nozes e sementes, farinha de milho, de mandioca, carnes e peixes frescos ou resfriados, ovos, etc) são recomendados com parte de uma alimentação adequada e saudável, de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014). Por isso, não deverão ter nenhum tipo de advertência.

Informações mais claras e legíveis nas embalagens

Confira abaixo as propostas para melhoria das informações obrigatórias em todos os alimentos que tiverem embalagem:

Padrões legíveis para a lista de ingredientes e a tabela nutricional

A proposta do Idec visa padronizar a exibição dos elementos da rotulagem nutricional já existentes, em especial a lista de ingredientes e a tabela nutricional. Entre as definições previstas estão tamanho mínimo de letra e tipografia específica, fundo branco que garanta contraste suficiente para a leitura e espaçamento adequado entre os itens.

PORÇÕES REAIS E COMPARÁVEIS

As informações nutricionais de um produto deverão ser apresentadas por 100g ou por embalagem (conteúdo completo). Dessa forma, será mais fácil comparar a quantidade de calorias ou outro nutriente para a mesma quantidade de dois produtos diferentes. Além disso, a tabela nutricional deverá respeitar regras que garantem a legibilidade das informações.

LISTA DE INGREDIENTES MAIS VISÍVEL

Na lista, passará a ser obrigatória a declaração do número total de ingredientes. Com essas informações, ficará mais fácil verificar o grau de processamento de um produto: se a lista apresenta muitos ingredientes e com nomes pouco familiares, provavelmente esse alimento é ultra processado e prejudicial para a sua saúde. Além disso, deverão ser garantidas regras para a boa leitura do consumidor.

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