Reforma da Previdência corrige falhas e acaba com privilégios, avaliam especialistas

Ao determinar uma idade mínima para diversas categorias profissionais das iniciativas privada e pública, a proposta de reforma da Previdência acaba com privilégios e combate regalias existentes nas atuais regras.

Atualmente, é possível se aposentar por idade mínima ou por tempo de contribuição. Com isso, os trabalhadores mais pobres se aposentam por volta de 65 anos, enquanto os mais ricos conseguem se aposentar por tempo de contribuição, aos 55. Outro problema é que as características atuais da Previdência geram concentração de renda nas camadas mais ricas.

“Os pobres pagam imposto, esse imposto é utilizado para financiar o rombo da previdência social, e quem se apropria dos benefícios são os ricos”, disse o professor de economia José Márcio Camargo.

Retomada

Além de acabar com as distorções, Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda, destaca que a aprovação da Reforma também irá manter o processo de melhora da economia brasileira.

“Se a reforma da Previdência fica adiada por um, dois anos, as contas públicas voltam a piorar, as taxas de juros já estão subindo, o que significa que a grave crise pode voltar rapidamente”, afirmou.

Novas regras

Com as mudanças previstas, os trabalhadores irão se aposentar aos 65 anos, no caso dos homens, e aos 62, no caso das mulheres. O novo texto da reforma foi apresentado nessa quarta-feira (22) pelo presidente da República, Michel Temer, durante jantar no Palácio da Alvorada.

“As mesmas regras não são os mesmos valores, nem todo mundo ganha igual, mas as mesmas regras aplicadas aos deputados, senadores, procuradores, juízes, médico, enfermeira e ao lixeiro. Isso é um princípio fundamental que tá proposto na reforma, princípio de igualdade de tratamento”, disse o economista Paulo Tafner. 

Fonte: Governo do Brasil

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