Robôs e ‘Big Data’: os cabos eleitorais para as eleições de 2018

Os cabos eleitorais são pessoas que trabalham para um candidato a um cargo público eletivo. 

Os cabos eleitorais conseguem estreitar os laços entre os candidatos e os  eleitores, executando  atividades previstas no plano de marketing de campanha de um candidato.

Os novos e mais eficientes “cabos eleitorais”

Batizado de War Room, o software da Stilingue 

Empresas como a Stilingue, que faz varredura na internet com um super mega software de inteligência artificial capaz de ler textos em português, e a Cambridge Analytica, polêmica consultoria que atuou na campanha de Donald Trump que vem para o Brasil, irão processar “Yottabyte” de informação que vêm das redes e de bancos de dados para mapear os perfis de nós eleitores.

Seremos agrupados, usando como critérios nossos sentimentos de medos, desejos, ambições, religiosidade e a simplista orientação de esquerda e direita. 

O software da Stilingue já vem trabalhando com o [processamento de linguagem natural] há pelo menos 04 anos.

Um time de (35) desenvolvedores, na cidade de Ouro Preto (MG), alimentam o computador com textos em português, afim de ensiná-lo a entender e interpretar a linguagem, identificando os padrões mais comuns. Eles estão monitoram suas redes sociais [Facebook, Twitter, Instagram], pessoas influentes fazendo também, uma análise do que é publicado na imprensa, a exemplo deste site.

A ‘community management” – análise da personalidade dos eleitores, será utilizada para formulação dos discursos dos políticos um – corpo a corpo virtual –  afim de convencer os eleitores indecisos, por exemplo.

O número de softwares capazes de ler em português, ainda é pequeno.   

Essa tecnologia já vem sendo usada em diversos países e campanhas políticas há alguns anos.

Cambridge Analytica

Conta com escritórios em Nova York, Londres, Washington, México, Malásia e Brasil, a empresa de [big data] responsável pela campanha de Donald Trump à Casa Branca, fez parceria com a empresa brasileira A Ponte Estratégia, anunciada em meados de março.

O foco principal e a transferência e a “tropicalização” da metodologia de segmentação psicográfica, que traça o perfil psicológico dos eleitores, afirma o marqueteiro André Torretta, à frente da empresa, rebatizada de CA-Ponte.

Esse tipo de análise é diferente do perfil demográfico, que divide os indivíduos por classe social ou grau de instrução, por exemplo, e do perfil ideológico, que posiciona os eleitores no espectro de direita a esquerda, afirma Torretta a uma grande jornal.

O WhatsApp, o social bots inteligência artificial que se manifestam politicamente e interagem com eleitores nas redes – também servirão como cabos eleitorais dos candidatos em 2018.    

Ivan Rodrigues é enfermeiro e blogueiro pelo simples prazer de informar.

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